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Moura a gostar da sua música e dos seus músicos: André Ferreira

24 Junho de 2014

A música electrónica tem também lugar reservado no Moura a gostar da sua música e dos seus músicos. A abrir duas peças performativas de André Infante Ferreira sob o alter ego de Goran Titol. Os títulos não poderiam ser mais inusitados: Lago do amor onde os ovos são postos e Convenção das cebolas azuis.

Ambas gravadas no cenário improvável do convento do Carmo, ou do que resta dele, numa fusão arrojada entre o passado e o futuro.

Em busca do fio da história, percorremos corredores devolutos à luz da lanterna até desembocarmos no claustro, o palco das gravações. Ao centro, o pátio interior tomado pela vegetação e no centro deste a silhueta de uma palmeira.
Descarregado o material, improvisa-se um par de mesas para receber os instrumentos deste concerto surreal: computadores, videoprojector, sampler, mesa de mistura.

Dois projectores de luz e as imagens de vídeo sincronizadas com a música resgatam das trevas as colunas em fundo cobertas de heras. Fazendo brilhar os olhos das osgas turcas que se passeiam pelas paredes.

O ambiente é de puro onirismo, e a dado momento temos todos a sensação de que andam fadas e duendes à solta no claustro encantado.

Filipe Sousa

 

Ficha Técnica
André Ferreira
Moura / Convento do Carmo// 22.00 // gravações
Música electrónica

Alinhamento

Lago do amor onde os ovos são postos
Convenção das cebolas azuis

Realização
Tiago Pereira

Som
Telma Morna

Fotografia
ADCMoura

Produção
ADCMoura

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Café Alvorada (mais conhecido por Café do Tói Maria)

CAFÉ ALVORADA (mais conhecido por CAFÉ DO TÓI MARIA)
Praça Sacadura Cabral, nº 36A

António Valente e Isabel Horta, marido e mulher, revezam-se atrás do balcão desde 1985, já lá vão trinta anos, servindo cafés e copos de vinho aos clientes habituais. No Verão entram em cena as “minis”.

A história do espaço como café começa a escrever-se em 1969, pela mão de João Periquito. Daí para cá, passaram por aqui Armando Ameixa (1970), Joaquim Valério “Berrinha” (1973), Joaquim Teodósio (1974) e António Martinho Valente (1976), pai do actual comerciante.

Anuncia-se à entrada a existência de dez lugares sentados. Sentados ou em pé, ao balcão, também já estiveram os políticos Paulo Portas e Narciso Miranda, jura a pés juntos um fiel à casa.

Um copo de vinho custa 30 cêntimos e uma taça anda pelos 70. Nada que seja politicamente incorrecto, tal como o póster na parede com a equipa campeã do Sporting C.P., na temporada 1970-1971, e que era constituída por Damas, Tomé, Caló, Hilário, Laranjeira, José Carlos, Lourenço, Nelson, Chico, Peres e Dinis. Para não ferir susceptibilidades, também há lembranças do S.L.Benfica e do F.C.Porto.

À saída, na fachada, pendurados dentro de um saco de plástico, três barbos comprados no mercado em frente aguardam a hora de almoço.

Filipe Sousa