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Taberna do Estevão

TABERNA DO ESTEVÃO, Praça Sacadura Cabral, 40

Na década de 70 do século passado, até onde a memória alcança, a taberna passou pelas mãos de Manuel Leal e José Manuel Risco, mais conhecido por “Romanisco”, o primeiro a ter frangos assados em Moura.

Chegou depois, em 1988, Estevão José Nogueira, que a baptizou de Café Caçador, por se reunirem ali os caçadores antes e depois das caçadas.

O Estevão manteve-se ao leme até hoje, salvo o interregno em que o espaço se transformou em cibercafé por iniciativa de Jorge Liberato, sobrinho do “Romanisco”.

Nesta nova existência, volta a ser taberna, a taberna do Estevão.

Debaixo da arcada, a clientela é fiel e exclusivamente masculina. E com uma coisa em comum: gosta de vinho mais do que qualquer outra coisa e da animação que anda associada.

Entre os indefectíveis, encontramos o Luís Turíbio (“Estilhaço”) no acordeão, Zeca Canudo no reco-reco, mais o Ferro, o Carlos Chouriço, o Manuel Lucas e os irmãos Galante que se ocupam das vozes.

Filipe Sousa

Grupo de amigos a cantar o Alentejo – A palavra Saudade

Grupo de amigos a cantar o Alentejo – “A palavra Saudade”

A Música portuguesa a gostar dela própria | PROJECTO 1022
Gravado em Moura, a 25 de Junho de 2014
Realização: Tiago Pereira
Som: Telma Morna

Produção: ADCMoura | Moura a gostar da sua música e dos seus músicos, 23 a 27 de Junho de 2014

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Dia Internacional do Fascínio das Plantas na Horta Comunitária de Moura

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A ADCMoura – Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura e o Jardim de Infância do Sete e Meio, com o apoio da Câmara Municipal de Moura e da União de Freguesias de Moura e Santo Amador, promovem uma iniciativa de dinamização da HORTA COMUNITÁRIA DE MOURA, a realizar no dia 18 de Maio de 2015, a partir das 10.00 horas (rua das Hortas, bairro do Sete e Meio, Moura), a propósito do terceiro Dia Internacional do Fascínio das Plantas, que se celebra nessa data sob a égide da European Plant Science Organisation (EPSO).

Num ambiente que se pretende informal e de confraternização, o evento tem como objectivo despertar os mais novos para a importância das plantas na agricultura, na produção sustentável de alimentos, na saúde humana e na conservação do meio ambiente, através do contacto directo com as espécies hortícolas e com as espécies aromáticas e medicinais existentes na Horta Comunitária de Moura e que serão a base das seguintes actividades a realizar: histórias e adivinhas sobre plantas, provas de aromas e sabores das plantas e plantação, pelas crianças, de espécies envasadas.

No final será oferecido um lanche aos participantes. Contamos consigo. A sua participação é muito importante.

 

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Barbearia Rola

BARBEARIA ROLA, Praça Sacadura Cabral, 39

Foi o pai, José Rola, que abriu as portas da barbearia, em 24 de Agosto de 1933. António Rola, nascido sete anos depois, seguiu-lhe as pisadas, mal terminou a quarta-classe. Até hoje.

Orgulha-se das ferramentas de barbeiro, guardadas em duas redomas, herdadas do seu iniciador. Podem ver-se pentes, tesouras, pincéis e navalhas de barbear, máquinas manuais e eléctricas de cortar cabelo, escovas, espanadores, pedras hume, lápis hemostático…

Com estes apetrechos e com os que usa actualmente já aparou cabelo, barba e bigode a muitos médicos, engenheiros e até presidentes de Câmara.

Por falar em “tesouras”, foi jogador de futebol de 1958 a 1964, na posição de “interior esquerdo” e sempre ao serviço do Moura Atlético Clube, sagrando-se campeão distrital na temporada de 1958-1959. Como atesta a fotografia exposta na barbearia, militavam nessa equipa, treinada por Rana, velhas glórias do MAC, como José Costa, Broncas, Garcez, Joca Costa, Nita, Bento Abril, Aníbal, Santa Maria, César, José Serra e, claro, o próprio Tói Rola.

Além de futebolista, foi, e continua a ser, um exímio jogador de Damas. Formando equipa com Aires Oliveira, David Palminha e Manuel Serrão, em representação do Centro Recreativo Amadores de Música Os Leões, conseguiu alcançar um segundo e terceiro lugares no campeonato promovido pelo INATEL. Outra fotografia, com os quatro jogadores mourenses, assinala a conquista deste último título na Foz do Arelho, em 2001.

O gosto pelo jogo de Damas transparece ainda num desenho emoldurado, datado de 1972 e assinado pelo artista mourense Álvaro Fialho (1914-1992). Mostra-nos o António Rola a medir forças com o José Manuel Garrido, já falecido, no antigo café Peninsular, hoje balcão do BPI.

Com este apego à modalidade, não surpreende a existência de um tabuleiro de jogo na barbearia, que, volta e meia, ganha vida, entre um corte e outro de cabelo. Vai uma partida?

Filipe Sousa