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Poesia na Horta

Perfeito, perfeito, teria sido celebrar no próprio dia, o dia da árvore e da floresta, o dia mundial da poesia, o dia em que começa a Primavera. No entanto, vários tipos de compromissos assumidos anteriormente por um e outro utilizador da horta acabaram por não o permitir. Menos mal, mudou-se a celebração para o dia seguinte; mas a previsão de chuva para a tarde, algo a que não estávamos habituados este ano, diga-se de passagem, levou-nos a alterar uma vez mais os planos. Um novo convite seguiu então com a nova proposta de data: 5 de Abril. E à terceira fez-se finalmente a festa, envolvendo hortelãos e familiares dos ditos, ou seja, com a Paula, a Magda, a Rosa, a Elisabete, o Miguel, o João, o Filipe, o sr. António, a D. Isalinda e o Joaquim, que fez o favor de trazer o acordeão. Antes da música entrar em cena a acompanhar a récita de poesia, trocaram-se impressões sobre o presente e o futuro da horta, o que falta fazer e quem fica responsável, falou-se de tarefas colectivas, de gestão comunitária, de participação cívica, acordou-se até construir e partilhar uma plataforma de comunicação usando a internet. Conversados sobre objectivos, metas a atingir e coisas afins, que a alguns cheiraram a modernices, o Joaquim abraçou-se então ao acordeão, num corpo a corpo ritmado que preparou caminho para a palavra dita, na sua forma mais pura. E disseram-se tantas e tão belas palavras, que o apetite sobreveio num crescendo até se tornar incontrolável. O que vale é que toda a gente veio prevenida, com vinho, pão, queijo e linguiça no alforge. Por acaso, a ninguém ocorreu ler “A defesa do poeta”, mas pensando bem nada teria sido mais apropriado do que o poema de Natália Correia, quando diz que “a poesia é para comer”.

Continua em http://ruadashortas.blogspot.pt/2013/04/poesia-na-horta.html

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