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Taberna do Liberato

TABERNA DO LIBERATO, 2ª Rua da mouraria, 3

As mais antigas memórias falam da existência de uma cavalariça neste espaço. O primeiro alvará da taberna é concedido a Manuel Leal, em 1946. A partir de 1953, será taberneiro António José Condeça, mais conhecido por Cantarinho, que dará nome ao espaço durante muitos anos.

Foi um dos primeiros estabelecimentos a ter água canalizada na Mouraria, embora de um depósito abastecido por cantarinhos de água que o proprietário pedia aos clientes para trazerem da bica de Santa Comba. Daí o epíteto. Em 1971, a taberna passa para as mãos de José Manuel dos Reis. No ano seguinte, o taberneiro é Manuel Liberato Moita dos Reis.

Em 1989, sucede-lhe o filho, Jorge Carmo Teles dos Reis, que a torna um caso de sucesso no panorama da animação e restauração da cidade de Moura e arredores.

Trata-se de um espaço com um ambiente muito especial, onde se misturam petiscos com provas de vinhos, tertúlias com sessões de poesia, anedotas com cante alentejano e concertinas. A clientela é ecléctica e bem disposta, com personagens típicas do bairro e outras, por vezes, de bem longe, atraídas pela fama da casa. Algumas são figuras públicas, gente da televisão e da política, como atestam as fotografias expostas nas paredes da taberna.

Desdobrando-se em múltiplos papéis, o Jorge é bastonário da Ordem dos Taberneiros, dirigente do Moura Atlético Clube, animador turístico, divulgador das tradições, da gastronomia e das produções agro-alimentares, especialmente do tinto alentejano, e um embaixador de Moura sem igual, como prova a legião de fãs da sua página de facebook .

Além de vinho tinto e de comida, gosta de música, de animais, de ser mourense e de viver no bairro da Mouraria. Não gosta de coca-cola, de hambúrgueres, de comida que não tenha a ver com a gastronomia e a cultura tradicionais, e de… garrafas vazias.

Os seus olhos dizem que não é alentejano de coração mas de alma, porque o coração morre e a alma fica.

Filipe Sousa

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