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Hortelã-vulgar

Mentha spicata L.

nomes vulgares

Hortelã, hortelã-comum, hortelã-das-cozinhas, hortelã-das-hortas, hortelã-dos-temperos, hortelã-verde.

espécie

Mentha spicata (Mentha longifolia x Mentha rotundifolia)

género

Mentha

família

Lamiaceae

origem

Região mediterrânica.

distribuição geográfica

Planta de origem híbrida, originária da região mediterrânica, mas cultivada por todo mundo.

características genéricas

Planta herbácea, vivaz, aromática, de origem híbrida (Mentha longifólia X Mentha rotundifólia), com até cerca de 1 m. Folhas glabras verdes e flores com corola esbranquiçada.

época de floração

De Julho a Outubro.

habitat

Prefere, como todas as mentas, locais húmidos e frescos, ricos em matéria orgânica.

partes utilizadas

Folhas e óleo essencial da parte aérea.

usos medicinais

A hortelã-vulgar, como todas as mentas, tem propriedades digestivas, antiespasmódicas, tónicas e estimulantes.

Tem também acção antioxidante.

Emprega-se ainda no alívio de náuseas, diarreia e cólicas.

Em fitoterapia, é utilizada nos problemas digestivos, como carminativa, vermífuga (desparasitação) e na flatulência.

O óleo essencial é usado, em inalações, no tratamento de bronquites e, em fricções, no tratamento nas dores musculares e reumatismais.

usos culinários

As folhas são muito usadas como condimento para aromatizar sopas (canja, sopas de pão…) e açordas, saladas, vários pratos de carne, como ensopados e feijoadas, assim como bebidas e cocktails.

Usada em infusões devido ao seu gosto agradável.

outros usos

A infusão de hortelã ajuda a baixar a febre e, em gargarejos, desinfecta a garganta.

Utilizada, sob a forma de infusão, para desparasitação, nomeadamente de lombrigas.

Fabrico de xarope: ferver leite com duas folhas de hortelã durante 1 minuto, e tomar morno.

curiosidades

O termo mentha tem origem na mitologia grega, estando associado à ninfa Mintha, amada por Plutão e transformada em erva pelo ciúme da rainha Persépone.

A utilização das ‘mentas’ é muito antiga, datando dos séculos XIII-VII a. C. os primeiros vestígio destas plantas, que foram encontrados nos túmulos egípcios. Estes povos usavam-nas para extracção de óleos.

Entre os romanos, a hortelã era considerada símbolo da hospitalidade, utilizando-a para aromatizar vinhos e molhos.

Plínio-o-Velho considerava as mentas pelo efeito afrodisíaco.

Hipócrates e Galeno apreciavam-nas por terem efeitos sedativos e antiespasmódicos.

precauções

Não usar internamente o óleo essencial em crianças menores de 6 anos.

bibliografia

CUNHA, A. Proença da; RIBEIRO, José Alves; ROQUE, Odete Rodrigues, Plantas Aromáticas em Portugal – caracterização e utilizações, 2ª ed., FCG, Lisboa, 2009.

MCVICAR, Jekka, O poder das ervas aromáticas, Civilização Editores, Porto, 2003.

TORRES, Nádia; GUITA, Rui, Ervas e Cheiros. Espécies aromáticas e medicinais do concelho de Mértola, Edição Escola C+S de Mértola, Mértola, 1996.

VALAGÃO, Maria Manuel (org), Natureza, Gastronomia e Lazer – plantas silvestres alimentares e ervas aromáticas condimentares, Edições Colibri, Lisboa, 2009.

nota

A ADCMoura não se responsabiliza por nenhum efeito adverso do uso da planta.

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